Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/qtranslate-x/qtranslate_frontend.php on line 497

Warning: Creating default object from empty value in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/themes/virtue/themeoptions/inc/class.redux_filesystem.php on line 29

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/virtue-toolkit/cmb/init.php on line 746

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-content/plugins/qtranslate-x/qtranslate_frontend.php:497) in /homepages/12/d534966702/htdocs/cycle2serendipity/wp-includes/feed-rss2.php on line 8
cycle2serendipity http://www.cycle2serendipity.com/fr A site about a tandem travel through South America. Fri, 18 Dec 2020 20:05:59 +0000 fr-FR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.6.21 (Português) El fin. http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/08/07/el-fin/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/08/07/el-fin/#respond Mon, 07 Aug 2017 15:38:33 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1619 Lire la suite­­]]> Désolé, cet article est seulement disponible en Portugais Européen. Pour le confort de l’utilisateur, le contenu est affiché ci-dessous dans une autre langue. Vous pouvez cliquer le lien pour changer de langue active.

La Paz acabou por se tornar na nossa cidade-mãe de fim de viagem. Pouco a pouco fizemos da casa da Isa a nossa, habituámo-nos ao ar seco e frio e à altitude, temos já 95% de saturação de oxigénio no sangue a 4000 m e a Tunupa e o Zavicha ladram felizes quando nos vêem.
Como qualquer Paceño que se preze, também nós desenvolvemos uma relação de amor-ódio com a cidade de La Paz, essa babel caótica que se despenha do Altiplano em direcção aos Yungas. Porque há muito para odiar e outro tanto para amar.
Enquanto Europeus, o ruído e o tráfego de La Paz são por vezes de pôr os cabelos em pé. A falta de ordem, a sujidade, a pobreza dos bairros mais altos e a desigualdade, chocam com o nosso conceito de cidade desenvolvida. Por outro lado, a diversidade cultural e social, que raramente tem espaço para existir num mesmo lugar geográfico de forma tão marcada, coexiste livremente nesta cidade. O homem de negócios sério e apressado, que poderia ser avistado em qualquer rua de uma capital europeia, atravessa a estrada ao lado de uma cholita, mulher vestida segundo a tradição Aymara, que poderia vir de uma qualquer aldeia perdida num canto recôndito da Bolívia; e ambos são quase atropelados por um autocarro do tempo da segunda guerra mundial com « Dios es mi salvador » escrito no tablier, que buzina ferozmente e se esquiva habilmente de um BMW Z3, para deixar passar o homem vestido de zebra que trabalha na sensibilização dos automobilistas aos direitos dos peões. Este lado vibrante, louco mesmo, e constantemente em movimento desta cidade desesperante tem, surpreendentemente, algo de cativante. As gentes que cozinham e comem na rua, os mercados que pululam por todo o lado, os cães, as crianças, as praças e mesmo o próprio caos generalizado, conferem à cidade uma atmosfera alegre e dinâmica. Subindo a um dos vários miradouros da cidade (a pé pelos bairros de lata ou no teleférico ultra-moderno), damos de caras com as montanhas nevadas da Cordillera Real, encabeçadas pelo Ilimani, que guardam La Paz do alto do céu azul do Inverno seco e frio do Altiplano.

Descendo do El Alto a la Paz.

Descendo do El Alto a la Paz.

A feira do El Alto, vista do teleférico.

A feira do El Alto, vista do teleférico.

Dia de Feira.

Dia de Feira.

 

Dia habitual de trânsito em El Alto.

Dia habitual de trânsito em El Alto.

 

Chegados do Perú, passamos uns dias em La Paz e logo seguimos para Peñas. Peñas é uma pequena aldeia rural em frente à Cordillera Real onde um turista aleatório nunca pensaria em passar. Perdida no campo, com uma vista magnífica sobre a Cordillera, a única coisa digna de nota que alguma vez ali se passou foi o esquartejamento de um líder indígena pelos espanhóis durante a invasão. No entanto, é neste pequeno canto do mundo que o padre italiano António Zavatarelli desenvolve vários projectos de ajuda à população e aos jovens locais. Passámos então duas semanas na excelente companhia de várias pessoas absolutamente improváveis, num óptimo ambiente de camaradagem, dando uma mãozinha à direita e à esquerda, onde foi preciso. Desde a instalação de duches na nova escola, a jardinagem, reparação de caldeiras, pintura de letras Aymara em frisos de capelas e aulas de meteorologia de montanha, fizemos um pouco de tudo. Assistimos à inauguração da tal capela, um verdadeiro circo cultural, escalámos e coroámos a visita com a subida (do Seb, do Padre e do Romain) e a mirada (minha e da Ana), da famosa cabeça do Condoriri, para termos a certeza que encerrávamos em beleza este nosso périplo sul-americano.

A praça de Peñas e a igreja ao fundo.

A praça de Peñas e a igreja ao fundo.

Monumento indígena na praça de Peñas. "Volvere y sere millones", disse o líder indígena Tupac Katari, quando foi esquartejado por volta de 1781 nesta praça pelos invasores espanhóis.

Monumento indígena na praça de Peñas. « Volvere y sere millones », disse o líder indígena Tupac Katari, quando foi esquartejado por volta de 1781 nesta praça pelos invasores espanhóis.

A entrada na casa de Peñas.

A entrada na casa de Peñas.

A igreja colonial de Peñas.

A igreja colonial de Peñas.

O pátio interior da casa de Peñas.

O pátio interior da casa de Peñas.

A nova escola de Turismo rural menção aventura de Peñas, ainda em construção.

A nova escola de Turismo rural menção aventura de Peñas, ainda em construção.

Missa dos 20 anos de sacerdócio do Padre António na Igreja de Peñas.

Missa dos 20 anos de sacerdócio do Padre António na Igreja de Peñas.

Os campos de Santiago de Huata (perto de Peñas) e o Lago Titicaca.

Os campos de Santiago de Huata (perto de Peñas) e o Lago Titicaca.

Campos à beira do Titicaca.

Campos à beira do Titicaca.

Rua em Santiago de Huata.

Rua em Santiago de Huata.

 

Pôr-de-sol no Titicaca.

Pôr-de-sol no Titicaca.

A capela e a Cordilheira Real.

A capela e a Cordilheira Real.

A capela, a Mariana, o Romain e o pintor Edwin.

A capela, a Mariana, o Romain e o pintor Edwin.

A "capela sistina" do Altiplano, o seu pintor Edwin e a Mariana.

A « capela sistina » do Altiplano, o seu pintor Edwin e a Mariana.

Terminando de colocar os stencils para a palavras a pintar no friso. "Wawanakasaru Uñjam" - Cuida os nossos filhos.

Terminando de colocar os stencils para a palavras a pintar no friso. « Wawanakasaru Uñjam » – Cuida os nossos filhos.

As duas pintoras amadoras: Ana e Mariana.

As duas pintoras amadoras: Ana e Mariana.

Contente, nas pinturas... Faltam ali preencher o pedacito do "P"!

Contente, nas pinturas… Faltam ali preencher o pedacito do « P »!

Pintora amadora.

Pintora amadora.

Os retoques do friso da capela...

Os retoques do friso da capela…

O interior da capela (quase) terminado.

O interior da capela (quase) terminado.

Ainda falta trabalho...

Ainda falta trabalho…

Fins de tarde bonitos...

Fins de tarde bonitos…

A Cordilheira ao entardecer...

A Cordilheira ao entardecer…

O início do caminho de acesso à capela a ser terminado mesmo antes da inauguração.

O início do caminho de acesso à capela a ser terminado mesmo antes da inauguração.

O Padre António e o pórtico Ayamara.

O Padre António e o pórtico Ayamara.

O Padre António a caminho da inauguração da capela.

O Padre António a caminho da inauguração da capela.

O pórtico, o padre e as gentes.

O pórtico, o padre e as gentes.

A capela, semi-pintada de fresco.

A capela, semi-pintada de fresco.

A preparação da missa de inauguração.

A preparação da missa de inauguração.

O pórtico Ayamara visto da porta da capela.

O pórtico Ayamara visto da porta da capela.

Meninas Aymara.

Meninas Aymara.

Mulheres Aymara, os campos e a cordilheira.

Mulheres Aymara, os campos e a cordilheira.

As autoridades locais e o catequista mais antigo de Peñas.

As autoridades locais e o catequista mais antigo de Peñas.

A missa lá começou...

A missa lá começou…

A partilha da folha de Coca, no início da missa.

A partilha da folha de Coca, no início da missa.

O Rosemer, jovem peruano ao serviço em Peñas, que lê uma passagem da Bíblia.

O Rosemer, jovem peruano ao serviço em Peñas, que lê uma passagem da Bíblia.

Um líder Ayamara faz o seu discurso (incompreensível para nós) durante a inauguração da capela.

Um líder Ayamara faz o seu discurso (incompreensível para nós) durante a inauguração da capela.

O Padre António.

O Padre António.

O cálice de vinho e as hóstias.

O cálice de vinho e as hóstias.

A população visita o interior da capela pela primeira vez.

A população visita o interior da capela pela primeira vez.

O original e seu retrato, com a mão levantada, pintado por trás.

O original e seu retrato, com a mão levantada, pintado por trás.

O pintor Edwin a dar uma entrevista sobre a sua obra.

O pintor Edwin a dar uma entrevista sobre a sua obra.

Depois da missa, o banquete. Batatas e chuño e okas, e batatas e batatas e batatas...

Depois da missa, o banquete. Batatas e chuño e okas, e batatas e batatas e batatas…

Rostos tisnados.

Rostos tisnados.

"Mochilas" de cholita.

« Mochilas » de cholita.

A dança Aymara de celebração. Obrigatório participar.

A dança Aymara de celebração. Obrigatório participar.

Depois da missa, a descida para o baptismo automóvel.

Depois da missa, a descida para o baptismo automóvel.

A caminho do campo base do Condoriri. Mariana, Laura, Titiano, Ana, Padre António e Romain.

A caminho do campo base do Condoriri. Mariana, Laura, Titiano, Ana, Padre António e Romain.

Ainda a caminho...

Ainda a caminho…

Picos imponentes...

Picos imponentes…

Ao nascer do dia, o Seb, o Romain e o Padre António estão a caminho do cume da cabeça do Condoriri.

Ao nascer do dia, o Seb, o Romain e o Padre António estão a caminho do cume da cabeça do Condoriri.

Luz do amanhecer.

Luz do amanhecer.

O Romain a chegar à crista final.

O Romain a chegar à crista final.

O padre sobre a crista, e o Altiplano ao fundo.

O padre sobre a crista, e o Altiplano ao fundo.

Romain na crista.

Romain na crista.

Um padre alpinista.

Um padre alpinista.

A secura dos mais de 4000 m.

A secura dos mais de 4000 m.

No cume, os três contentes.

No cume, os três contentes.

Vista do cume.

Vista do cume.

Paredes de neve e gelo.

Paredes de neve e gelo.

No regresso, o Romain sobre o glaciar.

No regresso, o Romain sobre o glaciar.

O cume a ficar para trás...

O cume a ficar para trás…

... e a chegada em beleza!

… e a chegada em beleza!

Cara de um velho hippie gravado pelo gelo e pela neve.

Cara de um velho hippie gravado pelo gelo e pela neve.

Mais uma alpaca peluda!

Mais uma alpaca peluda!

Um pompom ambulante...

Um pompom ambulante…

No regresso, a nossa boleia... Titiano sobre o tecto do jipe e o Condoriri reflectido no lago.

No regresso, a nossa boleia… Titiano sobre o tecto do jipe e o Condoriri reflectido no lago.

 

É sempre reconfortante conhecer-se um lugar como Peñas. Reconfortante, porque nos garante (se ainda houvessem dúvidas no final desta viagem…) que vale a pena continuar a ter fé na humanidade, que há pessoas que vivem a sua vida ao serviço dos outros. Reconfortante, porque agora sei que há pelo menos um lugar no mundo para onde posso fugir se um dia quiser fugir deste mundo.

El Alto e a Cordilheira, vistos do avião.

El Alto e a Cordilheira, vistos do avião.

Adeus Ilimani, até ao nosso regresso...!

Adeus Ilimani, até ao nosso regresso…!

 

Poucos dias depois de Peñas, dou por mim à janela de um TGV em direcção ao norte de França, a caminho de um casamento. A viagem de avião foi longa, mais de 24 h, mas não longa o suficiente para cobrir a distância que separa o lá do cá. Estávamos a anos-luz da nossa Europa organizada, imaculada, standardizada. E agora, poucos dias mais tarde, atravessamos campos verdes a perder de vista a mais de 300 km/h.
Sempre disse que o difícil não era partir, como todos fazem crer. O que custa é chegar. Chegar demora mais do que 24 h de avião. Se calhar a alma vem de barco porque tem medo das alturas. Há de andar, então, perdida no meio do Atlântico umas semanas mais. E há de chegar a Portugal, quando der à costa, vinda lá do longe, pois chocará com o país mais ocidental da Europa, e daí tentará encontrar-me.

 
Esteja onde estiver, há de encontrar-nos rodeados de família e amigos: afinal de contas, foi por isso que voltámos.

 

 

« Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.. »

(Fernando Pessoa)

 

Isa, Tunupa, Zavicha – Padre António – Padre Leo – Ana – Rosmer, Askid, Leo, Wilmer

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/08/07/el-fin/feed/ 0
Le dernier nord, partie 3 : puerto Malabrigo / Chicama http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/30/o-norte-final-parte-3/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/30/o-norte-final-parte-3/#respond Sun, 30 Jul 2017 20:33:48 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1617 Lire la suite­­]]> Le pacte conjugal était signé, l’engagement pris : nous venons de passer sept jours merveilleux à tourner autour de l’Alpamayo, nous irons surfer la plus longue vague gauche du monde à Puerto Chicama! Une fois dans la zone de Huaraz, Trujillo – ville principale du nord du Pérou d’un million d’habitants et proche de Chicama – était effectivement à moins de 10h de bus, autant dire la « porte à côté »!

 

Trujillo - jaune colonial

Trujillo – jaune colonial

Trujillo - religion colonial

Trujillo – religion coloniale

Trujillo - rouge (et hotel) colonial

Trujillo – rouge (et hôtel) colonial

Trujillo - bleu colonial

Trujillo – bleu colonial

Nous profitons de notre escale dans la grande ville pour visiter ces temples millénaires incroyables, conservés malgré plus de 1000 ans d’âge. Chez les catholiques ou encore les Incas, la pierre était choisie dans cette folle volonté de faire perdurer dans le temps des édifices plus ou moins imposants. Ici, à la Huaca del Sol (civilisation Moche, dire [motché], pré-Inca), le temple, fait de millions de briques en terre et ornementé de peinture en pigments naturels représentant les scènes de sacrifices humains, était « simplement » recouvert par sa nouvelle version à l’occasion de changement important dans la société des dirigeants. À une fréquence d’un siècle environ, les fresques importantes étaient recouvertes de sable (par soucis de conservation?) et on empilait alors les constructions nouvelles. Pour tout archéologue, éplucher une sorte d’oignon géant fait de millions de briques en terre et découvrir les fresques soigneusement protégées dix siècles auparavant doit être un rêve, un cas d’école, mais bien réel!

Huaca del Sol. En bas, peinture protégée par du sable et de la terre. En haut peinture usée par le temps.

Huaca del Sol. En bas, peinture protégée par du sable et de la terre. En haut peinture usée par le temps.

Le dieu, la mer, le serpent, le condor...

Un dieu, la mer, le serpent, le condor…

image

Le temple-oignon

Le temple-oignon

La couche externe du temple-oignon

La couche externe du temple-oignon

imageimage

De l’autre côté de Trujillo, au nord, le temple de ChanChan, postérieur à la Huaca del Sol, est également fait de terre mais dans un style différent. La terre est davantage travaillée et les peintures colorées de sacrifices sont remplacées par des gravures (directement dans la matière) de scènes schématiques montrant que cette civilisation Chimú avait la maîtrise de bien des sciences, comme par exemple la connaissance des courants marins d’Humbolt et courants associés au phénomène d’El Nino.

image

Totora spider

Totora spider

Bancs de la haie d'honneur à Tchan-Tchan

Bancs de la haie d’honneur à Tchan-Tchan

Tchan-Tchan

Tchan-Tchan

Représentation des courants marin de Humbolt et associés à El Nino

Représentation des courants marins de Humbolt et de ceux associés à El Nino

Tchan-Tchan

Complexe de Chan Chan, pure terre – civilisation Chimú.

Tchan-Tchan

Chan-Chan

Tchan-Tchan

Chan-Chan

Tchan-Tchan

Chan-Chan

Complexo Chan Chan, puro adobe - civilização Chimú.

Chan Chan – civilisation Chimú.

 

Le quota de visites historico-culturelles étant respecté (un jour par mois) : direction le spot mythique de Chicama!
Avant tout, l’endroit mondialement connu des surfeurs est un petit village de pêcheurs entouré de désert et de champs de canne à sucre. Nous passerons une dixaine de jours, en tant qu’uniques occupants du dernier étage de l’auberge la mieux positionnée de Chicama – autrement dit, nous avions un appartement privatif, avec cuisine et balcon panoramique surplombant la plage et ouvrant sur les couchers de soleil et les vagues parfaites et infinies.

 

Preparando o jantar ao pôr-do-sol.

En préparant le repas au coucher du soleil.

Vista do nosso modesto alojamento em Puerto Chicama.

Vue depuis notre modeste logement à Puerto Chicama.

 

Le spot principal,  « El Point », se résume en une approche de 15 minutes à pied par la plage, une entrée par les cailloux plus ou moins coupants sur lesquels déferlent les vagues qui nous déséquillibrent, une nage infernale ressemblant plutôt à une marche-arrière de quelqu’un qui se débat dans l’eau pour traverser le courant – ou le torrent – transversal, une nage infernale-bis pour pitoyablement tenter de rester dans la zone du pic du déferlement et enfin, lorsque la vague arrive (et que personne ne se l’approprie avant), l’ultime nage  (sensée être maintenant seulement la plus puissante) pour prendre la vague… je vous passe l’agréable sensation de rater la vague (tomber misérablement et boire un peu d’eau salée) et de devoir répéter tout le processus, marche d’approche comprise, pour tenter sa chance une nouvelle fois – tel pourait être le résumé des deux premières sessions de Seb. Ah, j’ai failli oublier les merveilleux bateaux!! Ces bateaux qui remontent le courant pour venir déposer au pic, bien frais et sans aucun effort, les surfeurs plus riches et moins fièrs. Malrgé cela, Mariana a pu, dès le premier jour, faire honneur au spot en exploitant tout ce qu’il y avait d’exploitable. Imaginez la vague gauche la plus longue du monde accueillir une goofyfoot portugaise (il y a principalment des droites au Portugal…), autant vous dire qu’il y avait la une belle osmose! Mariana avait rapidement mal aux jambes du fait de vagues aussi longues… Seb avait instantanément mal aux bras du fait d’une lutte sans pareil contre ce courant et pour tenter de se positionner maladroitement au bon endroit. Les premiers jours étaient de loin les plus épuisants et les plus frustrants mais qu’on le veuille ou non, j’ai fini par m’adapter et comprendre un peu plus le spot. Le courant n’était plus un torrent à traverser, nous nous organisions pour ne pas être dans l’eau en même temps que les bateaux-depose-surfeurs-indignes et les vagues ont fini par m’accepter et se sont même montrées savoureuses pour devenir, au moins, les plus longues de mon monde à moi.

 

DSC_0111

Premier contact avec une vague depuis de longs mois… quel soulagement pour Mariana!!

DSC_0146

Aller… concentré… tonique… surtout « ne pas tomber »! Comment ça crispé… m’enfin!

 

Huaca del brujo

Huaca del brujo – pause historico-culturelle pour reposer un peu les épaules.

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del brujo

Huaca del Brujo.

Huaca del Brujo.

Garças de praia.

Aigrettes de plage.

 

A população de caranguejos da praia de Puerto Chicama.

La population de crabes des plages de Puerto Chicama.

 

DSC_0046

Mariana, une fois un peu dérouillée au lever du soleil.

 

DSC_0042

 

DSC_0063

Seb qui, par miracle, parrait être un vrai surfeur à cette seconde précise (le photographe est vraiment excellent).

DSC_0148

DSC_0198

 

Nous profitons de notre trajet de retour vers La Paz pour visiter Lima, son centre – colonnial – avec son musée de la gastronomie Péruvienne (comment ça on pense toujours à manger…), son bord de mer avec ses surfeurs citadins et ses nombreux parapentistes attendant désespérement quelques km/h de brise pour jouer en dynamique (en vain), son parc original des jeux d’eau…

20170731230147

Plaza de arma de Lima

20170731230149

Bord de mer à Lima. Surf, beaucoup. Parapente, pas pour aujourd’hui.

20170731230151

20170731230153

20170731230159

20170731230202

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/30/o-norte-final-parte-3/feed/ 0
Le nord final, partie 2 : Cordillera Blanca http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/10/o-norte-final-parte-2/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/10/o-norte-final-parte-2/#respond Mon, 10 Jul 2017 14:27:00 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1526 Lire la suite­­]]> Le second chapitre du Pérou commença, comme il se doit, par quelques neuf belles heures de bus entre Lima et Huaraz, la ville péruvienne pour la montagne par excellence. Située au pied de la célèbre chaîne de montagne de la Cordillera Blanca, elle même protégée par la Cordillera Negra, c’est une ville-camp-de-base pour beaucoup de ballades et courses en montagne dans probablement une des plus belles zones montagneuses du monde.
Avec notre temps maintenant bien compté,  nous nous décidons pour une ballade autour de l’Alpamayo, d’environ une semaine, infiniment moins fréquenté que les treks classiques plus cours et également beaucoup plus joli (selon les locaux et gardes parc).
Les jours suivants se déroulèrent tranquillement dans un défilé de paysages à couper le souffle: sommets incroyablement enneigés tout en se moquant de la verticalité, variations de vallées magnifiques à chaque col, montées suffocantes à presque 5000m, rencontres sympatiques avec des familles de bergers perdues dans le temps et, au grand bonheur de Seb, une vue quotidienne sur chacune des faces de l’Alpamayo.

 

Hualcayan a ficar para trás...

Hualcayan à l’arrière plan…

As flores e a queñua.

Des fleurs et un queñua (arbre-feuilleté magnifique).

Acampamento da primeira noite.

Campement de la première nuit autour de l’Alpamayo.

Ao lado do acampamento.

Jalousant le condor à côté du campement.

Luz e sombra.

Ombres et lumières.

Pôr-de-sol feérico.

Coucher de soleil féérique.

A chuva ao longe era rosa.

La pluie au loin était rose.

Lago glaciar.

Lac glaciaire au pied du Santa Cruz.

Primeiro passo.

Premier col.

Olha, olha! O Alpamayo lá ao fundo!

Regarde, regarde… il est la!!!  L’Alpamayo la-bas au fond!

Travessias de ribeiros.

Traversée de petits torrents.

Serpenteando.

O Alpamayo nas nuvens.

L’Alpamayo dans les nuages.

Pardal da tasmânia.

Moineau de tasmanie.

O arco-íris.

L’arc-en-ciel devant l’Alpamayo (non, on a pas eu les deux en même temps…).

Mais um pôr-de-sol fantástico.

Picos nevados.

Adeus Alpamayo!

Au-revoir Alpamayo!

Plantas estranhas.

Plantes étranges de pierrier.

A Mariana e as flores do vale.

Mariana et les fleurs de la vallée.

O Seb a caminho do próximo passo.

Seb sur le chemin du prochain col.

Lagoa de altura.

Petit lac d’altitude.

image

Minuscules.

Selfie de montanha.

Selfie de montagne.

Cucu!

Coucou!

Flores de montanha.

Fleurs de montagne.

Vales perdidos no tempo.

Vallée perdue dans le temps.

O curral e o jardim.

L’enclos et le jardin.

Vidas diferentes.

Vies différentes.

Luz do entardecer.

Lumière du soir.

Wilca.

Huilca.

Paredes verticais.

Neige et verticalité.

Os pastores de Huilca.

Les bergers de Huilca.

Jeremias.

Jeremias.

A mais nova.

La petite soeur.

A família.

La famille.

Rocha e neve.

Roche et glace.

Um novo vale, bem verde.

Une nouvelle vallée, bien verte.

Cascata na pausa de almoço.

Cascade à la pause pic-nic.

Filtrando água de noite.

Filtrant de l’eau le soir.

Amanhecer no vale e o glaciar ao fundo.

Lever du jour dans la vallée et glacier au fond.

Vale de Jancapampa ao amanhecer.

Vallée de Jancapampa au lever du jour.

Vale de Jancapampa.

Vallée de Jancapampa.

O jardim de infância.

La crêche de Jacapampa.

Cume.

Sommet et ices-flutes.

Quinoa.

Quinoa.

Flor de tremoço.

Fleurs de lupin.

A Mariana contente com o retorno do Sol.

Mariana, heureuse avec le retour du soleil.

Mais um passo magnífico.

Un col magnifique de plus.

Mais um pico aguçado.

Un sommet éguisé de plus.

image

Les glaciers au fond.

Mais uma lagoa de altitude.

Un lac d’altitude de plus.

Desta vez tivemos de tirar os sapatos... fresquinha!

Cette fois-ci on a dû retirer les chaussures… bien fraîche!

Amanhecer de fogo, antes da chuvada.

Petit cadeau au lever de soleil… avant le déluge.

Chuvada da manhã.

Le déluge…

A caminho do último passo.

Mais um cume nas nuvens.

Un sommet de plus dans les nuages.

Neve aguçada.

Ice-flutes.

Follow the way.

Follow the way.

Mais uma selfie com a montanha.

Un selfie de plus avec les montagnes.

Montanha florida.

Montagne fleurie.

Leito de rio bucólico.

Bord de rivière bucolique.

Mesmo do mino-bus da volta, a vista é linda.

Même depuis le mini-bus de retour, la vue est belle.

As queñua e o lago.

Les queñua et le lac.

Tronco de Queñua.

Tronc de Queñua.

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/10/o-norte-final-parte-2/feed/ 0
Le dernier nord, partie 1 : Cusco http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/08/o-norte-final-parte-1/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/08/o-norte-final-parte-1/#respond Sat, 08 Jul 2017 17:57:55 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1489 Lire la suite­­]]> Il faut l’assumer, on a été au Pérou en mode mochileros classiques!
À un peu moins de deux mois de la fin de notre voyage (oui, car toute bonne chose a une fin…), nous nous confrontons à un dilemme: poursuive notre route en pédalant vers le Nord au Pérou ou laisser notre Quetzal se reposer un peu plus chez notre amie Isa à La Paz. Deux mois peuvent sembler beaucoup de temps pour ceux qui ne bénéficient que de quelques semaines de congés par an. Cependant, à l’échelle de temps du cycliste, deux mois représentent clairement peu de temps pour découvrir décemment un pays aussi grand que le Pérou! De plus, deux points de passage incontournables s’imposaient pour nous: la Cordillera Blanca et Chicama, respectivement au centre et au nord du pays. Nous respectâmes nos désirs, avec la volonté de finir ensuite notre voyage à La Paz, et nous voilà partis pour une boucle au Pérou en mode ultra light (un grand sac et un petit sac).

Le premier point de passage, vers la fin du mois de Mai seulement, fût la fameuse région de Cusco, avec son plus-que-célèbre Machu-Picchu. Nous y arrivons après 15 douloureuses heures de bus. Dans toute cette zone nous serons (ultra bien) accompagnés d’Emma et Apo, les deux tandemistes françaises que nous avions connu auparavant et qui avaient également laissé reposer leur monture quelques jours.

Puisque tous le monde va au Machu-Picchu directement ou en suivant l’infiniment parcouru Inca-Trail, nous décidons de faire différemment! On nous avait parlé d’un certain trek du Choquequirao, le pseudo-nouveau Machu-Picchu, peu visité et encore en état de fouille arquéologique. Ok, pourquoi pas, allons voir ces fameuses ruines alternatives. Ce qu’on ne nous avait pas expliqué, c’est que d’arriver aux fantastiques ruines impliquait des dénivelés quotidiens de 1500m en descente et idem en montée, au sein de la même vallée (donc naturellement, durant toutes les descentes, on voyait merveilleusement bien toutes les épingles des montées qui nous attendaient), infestée de moustiques, ou pire encore, de ces mini-moucherons vampires qui piquent, sans faire aucun bruit, le moindre millimètre carré de peau qui ne soit pas recouvert à 100% d’anti-moustique durant une fraction de seconde et qui proccurent des démangeaisons démoniaques durant des jours où même des semaines. Ceci explique peut être le peu de fréquentation de tant inédites ruines!

S’additionne à un trek lourd sous un soleil brûlant, le fait que Seb et moi, en régime spécifique à cause de la vie qui nous habite, ne pouvions ni manger de sucre, ni de gras, ni de lactose… au fond tous ce qui permet de survivre dignement pour l’effort demandé sur ce type de trek.
Enfin, nous avons survécu, et heureusement, grâce à la suggestion d’un guide français providentiel, nous modifions nos plans pour les deux derniers jours de trek. Au lieu d’arriver directement à Aguas Calientes depuis Yanama, nous partons donc découvrir un ancien chemin Inca dans une autre vallée, qui, cette fois-ci, en valait bien la peine! Nous arrivons finalement à Aguas Calientes et nous affrontons avec courage les hordes de touristes mochileros, riches, jeunes, âgés, venus des quatre coins du monde. Nous visitons dignement le site du Machu Pichu accompagnés d’un guide et nous concluons finalement que – arrêtons les sottises – le site du Choquequirao est joli mais celui du Machu Picchu est bien plus joli, travaillé et varié, et il n’est pas nécessaire d’être mangé vivant par des moucherons assassins ni de monter et descendre toutes les vallées de la région pour pouvoir apprécier le site.
Nous terminons ce chapitre de notre visite du Pérou à Cusco, probablement la plus belle ville d’Amérique du Sud, du moins parmi celles que nous avons connu.

Cholitas da janela do autocarro.

Cholitas depuis la fenêtre du bus.

image

Briques volantes: structure, isolation et finition en même temps.

Desaguaero: fronteira Bolívia - Peru

Desaguaero: frontière Bolivie – Pérou.

A máfia cholita - câmbio de moeda.

Cholita, version mafieuse – bureau de change.

Yo amo Jesus (e o sumo do açúcar de cana).

J’aime Jesus (et le jus de canne à sucre).

image

Le chemin des moucherons vampires.

image

image

image

Terraços de Choquequirao.

Terrasses du Choquequirao.

Casa do sacerdote.

Maison du sacerdote.

Ruínas de Choquequirao.

Site du Choquequirao.

image

image

image

image

image

Os terraços dos Lamas.

Les lamas du Choquequirao

Nós e os lamas.

Nous et maman et bébé lama.

image

image

image

Río Blanco.

Río Blanco.

image

image

image

A caminho de Yanama.

Sur le chemin de Yanama.

image

Camping em Yanama.

Campement à Yanama.

image

image

Du cailloux sauvage à faire rêver quelques grimpeurs…

image

image

image

Caminho Inca.

Chemin Inca.

Machu Picchu

Machu Picchu.

image

image

El condor.

Le condor.

Puente del Inca.

Puente del Inca.

image

image

image

Tiemplo del Sol - Machu Picchu.

Temple du Soleil.

Plaza de Armas de Cusco.

Plaza de Armas de Cusco.

Escadaria em Cusco.

Quelques marches de Cusco.

Igreja.

Église.

Plaza de Armas.

Plaza de Armas.

Paredes Incas.

Murs Incas.

Pedra Inca dos 12 ângulos.

Inca imperial style – pierre aux 12 angles.

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/07/08/o-norte-final-parte-1/feed/ 0
Une vitesse différente… http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/19/uma-outra-velocidade/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/19/uma-outra-velocidade/#comments Mon, 19 Jun 2017 20:22:26 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1348 Lire la suite­­]]> Changement de point de vue ou de moyen de déplacement…

Nous arrivons finalement en Bolivie, après quatre jours de stop-camion dans le nord Chilien. Cette petite épopée diurne et nocturne nous a laissé dans les meilleures conditions pour s’adapter à l’altitude : gros manque de sommeil, déshydratation, fatigue… pour couronner le tout, une petite halte (surprise) du bus Iquique-La Paz de 5 ou 6 heures au poste frontière de Chungará-Tambo Quemado à 4700m d’altitude en attendant que la frontière ouvre vers 8h du matin. Et figurez vous que ce lapse de temps correspond exactement au temps que le corps peut mettre à révéler les somptueux symptômes du mal d’altitude. Au top de notre forme, cette attente interminable a donc fini de nous achever sur notre trajet Santiago – La Paz!

Nous voila finalement arrivés à La Paz et confortablement installés chez notre amie Isa où l’on s’acclimate avant de réceptionner les parents Blein.

 

La Paz.

La Paz et son fidèle Illimani.

Valle de las Animas.

Vallée de Las Animas.

As mil variedades de batata da Bolívia.

Les milles variétés de patates de Bolivie.

Dia de feira em el Alto...

Jour de marché à El Alto…

...visto de uma das várias linhas de teleférico de La Paz.

…vu depuis l’une des lignes de téléphérique.

O estilo "Cholet", em voga entre os novos-ricos bolivianos.

Le style « Cholet », en vogue chez les nouveaux riches boliviens.

 

Nous débutons ce second volet (ou volet français) du « temps de famille » par une acclimatation en douceur consistant en une visite des abords du Lac Titicaca, entre Copacabana, Yampupata et la fameuse Isla del Sol. Les promenades font guise d’acclimatation et les montées de calvaires prennent alors tous leur sens, principalement pour nos deux hôtes fraîchement arrivés sur l’Altiplano, à une altitude moyenne de 4000m. Les vestiges Inca et mythologies associées, l’impact colonial et l’influence des traditions locales sur l’Église, ainsi que le célèbre « plus haut lac navigable du monde » sur fond de Cordillera Real couverte de somptueux glaciers nous assure une introduction intéressante  de la Bolivie.

 

Atravessando o lago Titicaca, a caminho de Copacabana.

En traversant le détroit reliant le lac Titicaca et le lac, en chemin vers Copacabana.

O baptismo dos carros pelo padre de Copacabana.

Le traditionnel baptême visant a bénir les véhicules, par l’église de Copacabana.

A igreja de Copacabana.

Basilique Virgen de Copacabana.

Os meninos e as cruzes.

Des enfants et des croix.

Escalera del Inca - Isla del Sol, lago Titicaca.

Escalier de l’Inca – Isla del Sol, lago Titicaca.

A utilidade infinita das saias das cholitas.

Le potentiel des jupes des Cholitas.

Isla del Sol et le Lago Titicaca

Isla del Sol et le Lago Titicaca.

image

image

image

Les lupins de l’ile.

image

Yumani – Isla del Sol.

image

Cordillera Real depuis la Isla del Sol.

image

Yumani – Isla del Sol

 

Connaissant une partie du sud Lipez et ayant une expérience conséquente en traversée de désert chez les Blein, nous partons ensuite en direction du sud-ouest en tout terrain de location (et non en tour opérateur pour plus de liberté) pour une belle et grande boucle depuis La Paz, en passant par Sajama, Coipasa, San Juan de Rosario jusqu’au volcan Licancabour tout au sud du Sud-Lipez puis en remontant par Uyuni et Oruro. Le véhicule de location « spécialement préparé pour notre programme » nous a quand même réservé bien des surprises, mais il paraît que ca fait partie du voyage… La première partie de notre boucle autour du volcan Sajama (la tête du Murupata que l’Illimani avait tranché un jour particulierement violent) et du village du même nom nous transporte rapidement dans l’ambiance unique de l’Altiplano, avec ses steppes arides, ses volcans couvert de neige ou de glacier, ses nuances de couleurs du jaune aux ocres en passant par des contrastes de verts dans le lit de la moindre rivières, ses formations géologiques surprenantes, ses eaux thermales agréables et naturellement avec sa gamme de sympatiques camelidés d’Amérique (lamas, alpagas et vigognes).

 

A caminho do Sajama...

En chemin vers le Sajama…

Vizcachas trepadoras!

Vizcachas crapahuteuses (sorte de croisement entre un lapin et un kangourou)!

image

Igreja de Tomarapi, a caminho de Sajama.

Eglise de Tomarapi.

Parque Nacional Sajama

image

En marche vers les thermes, sous le regard des volcans jumeaux Parinacota et Pomerape.

image

En marche vers les thermes, sous le regard du Sajama.

image

Nos thermes préférés jusqu’à présent.

image

Paisagens geotérmicas.

Paysages géothermiques.

 

 

Le tronçon suivant, entre Sajama et le Salar d’Uyuni est assurément le plus sauvage. Les rares hameaux traversés n’habitent plus qu’un ou deux habitants et les principales personnes rencontrées en chemin étaient simplement des contrebandiers, omniprésents sur ce réseau de pistes sableuses longeant la frontières avec le Chili. La première rencontre fut tout de même surprenante. Nous allions croiser un groupe de véhicules blancs banalisés lorsque celui-ci fît précipitamment demi-tour pour disparaître à l’horizon lorsque finalement un des véhicules se décide à revenir vers nous, dans sa direction initiale. Au moment de le croiser il nous fit vivement signe de nous arrêter, nous dévisage d’un regard écarquillé, reflétant un être sous adrénaline  (ou peut être autre chose…) et se détend rapidement en constatant que nous étions de simples étrangers voyageants dans le coin et que non, nous n’avions pas croisé un seul poste de contrôle de police. Le chauffeur du véhicule non immatriculé poursuit finalement son chemin, suivit finalement par tous les autres qui finissent par s’approcher. Après réflexion, je ne sais pas qui, d’entre eux ou nous, qui visiblement avions un véhicule trop similaire à ceux des douaniers garde-frontiere (4×4 au gros moteur, de couleur noir et aux vitres teintées), étaient les plus inquiets! C’est l’unique habitante du petit hameau suivant qui nous a indiqué que ces « chuteros » font partie intégrante du paysage dans le coin qui lui offrent, de temps à autres, une petite partie des cargaisons variées. Simple charité ou achat de silence… nous n’en saurons pas plus. Nous poursuivons sur les pistes alternant sable et steppes salées, entourées de troupeaux de lamas ou d’alpagas et sur fond de volcans  eneigés. Quelques traversées de rivières nous font presque faire demi-tour, mais nous parvenons à choisir des lignes de meilleurs aspects après avoir analysé, à pied, profondeurs et nature des fonds. À chaque obstacle que nous prenons au sérieux à bord de notre 4×4 moderne, nous repensons aux chuteros, empruntant la même piste avec des véhicules standards citadins… leurs efforts et prises de risques semblent en valoir la peine!

 

En chemin vers Coipasa

image

image

Vedações coloridas.

Clotures colorées.

image

Eglise de Iruni.

image

image

Le déjeuner après une belle traversée de rivière.

Primeira parte da travessia do salar de Coipasa.

Première partie de la traversée du Salar de Coipasa.

 

 

Avançant sur notre circuit, nous développons peu à peu une relation avec les chuteros. C’est à Coipasa, lorsque nous nous retrouvons devant le salar en eau, impliquant une traversée d’une quarantaine de kilomètres sur une croûte de sel plus ou moins ferme et recouverte de 40cm d’eau (qui rend impossible l’analyse visuel du sol), que nous décidons carrément de faire appel à leur parfaite connaissance des lieux pour nous aider à traverser ce miroir géant et ainsi de nous éviter un détour d’au moins une journée. Leur première proposition de les suivre pour nous indiquer le chemin (invisible) fût initialement purement altruiste, mais il finit par se rappeler de nous envoyer son petit frère dans notre voiture, qui nous indiquera le chemin et nous pourrons ainsi passer devant. Il est évident que la persepective de passer devant, sur un chemin invisible et guidés par le petit frère du chutero, nous laissait perplexe, voir carrément rétissants! Nous finissons par les convaincres de les suivres, nous derrière, au moins jusqu’à la zone sèche à la moitier du salar. Nous entamons lentement notre traversée en roulant comme « sur des oeufs » et en désirant mentalement avoir un véhicule amphibie. Silence absolu dans la voiture et concentration maximale pour sentir la dureté aléatoire du fond…Afin d’ajouter un peu d’émotion, nos accompagnants montrent un certain étonnement par rapport à la quantité d’eau, absente la veille. Le vent avait probablement déplacé une couche d’eau conséquente sur cette surface presque parfaitement plate. Ayant pris un peu de confiance en la nature du sol ainsi qu’en notre nouveau passager, nous poursuivons notre traversée en ouvrant le chemin. Nous nous retrouvons rapidement de nouveau dans une couche d’eau qui rend indifférenciable le sol du ciel, la ligne d’horizon ayant disparu quelque part sur ce miroir… L’orientation douteuse mais parfaitement millimétrique de notre jeune guide qui visait quelques montagnes de l’horizon, nous amena finalement de manière chirurgicale sur la sortie du salar. Un dernier coup de stress sur les 100 derniers mètres qui voulaient nous ventouser sur place avant de retrouver la terre ferme et nous comprenons que nous leur avons servi d’éclaireur pour prévenir d’éventuels voitures en chemin; eux ont rendu possible notre traversée. Un échange de service sans aucun doute équilibré!

 

 

image

Le Sajama qui devient mirage au loin derrière nous, et le Salar à perte de vue.

O super piloto do nosso 4x4.

Le super pilote de notre 4×4.

image

Nos guides-chuteros.

Água salgada transparente.

Le sillage de… notre voiture sur l’eau salée transparente.

Água e céu.

Eau et ciel.

Uf! Terra firme.

Ouf! La terre ferme.

 

 

Après le salar de Coipasa, après les momies Aymara abritées dans des coraux fossilisés, des champs de quinoa rouges-bordeaux à perte de vue nous atteignons enfin le célèbrissime salar d’Uyuni, beaucoup plus sec que son petit frère du nord et parsemé de petites îles infestées de cactus géants dignes des dessins animés. Le changement d’ambiance est radical. Les chuteros sont remplacés par des hordes de touristes entassés dans la centaine de Toyota garées autour de l’ile Incahuasi. Malgré cela, le paysage est féerique et nous aurons quand même la chance d’avoir la liberté de se désynchroniser des tour-opérateurs. Nous nous offrons un splendide couché de soleil avant de poursuive notre chemin vers le sud.

 

Le Salar d’Uyuni

image

Du sel a perte de vue.

Modo burguês ON.

Bibi le bof – ou – le cycliste vendue

Ilha Incahuasi, no salar do Uyuni.

Ile Incahuasi, au milieu du salar d’Uyuni.

image

image

La fierté bolivienne.

O chapéu e o pôr-de-sol no salar.

Lonesome cowboy bien accompagné au couché de soleil sur le salar.

 

 

Nous entrons finalement dans le Sud Lipez, oú l’érosion aquatique et éolienne, les mouvements tectoniques et la sécheresse ont sculpté un paysage martien digne de Dali. Le soleil brûle, le vent coupe, l’altitude essouffle, les volcans sont ces sommets enneigés au loin, les déserts semblent peints avec une pallette infinie d’ocres et les lagunes défient la réalité attendue du bleu, en brillant sur des variations de vert, jaune, rose, pastels. Heureusement, nous n’avions pas notre appareil photo sous la main (en réparation à La Paz), sans quoi nous n’aurions pas avancé plus de quelques mètres par jours.
On se rend alors compte qu’en ayant déjà vu autant de paysages merveilleux dans cette vie, on avait encore une grande lacune sur cette planète, cet Altiplano bolivien.

 

Le Sud Lipez, bienvenue sur Mars.

image

Campos de quinoa.

Champs de quinoa.

Planta da Quinoa.

Plante de Quinoa.

Necrópole Aymara em San Juan del Rosário.

Necropole Aymara a San Juan de Rosário.

Coucou…

Zorro colorado.

Renard coloré.

IMG_7291_jpg

Geisers.

Geisers.

image

IMG_7305_jpg

image

Une des pierres (ou concressions) les plus photographiées du monde: el Árbol de Piedra.

image

image

image

image

image

Cemitério de comboios do Uyuni.

Cimetière de trains d’Uyuni.

"Nothing is impossible."

« Nothing is impossible. »

Hostel de sal.

Hotel de sel.

 

Il est déjà temps de retourner à La Paz, d’où nous repartons rapidement en direction de la chaleur des Yungas, la pre-Amazonie, étage intermédiaire constitué de ces versants descendant de l’Altiplano en direction de la jungle tropicale. L’intense contraste est hallucinant: la chaleur remplace le froid, l’humidité et la végétation luxuriante typique des zones tropicales soulagent la sécheresse extrême de l’Altiplano, l’incroyable diversité de choses qui piquent et laissent des démangeaisons horribles est troquée à la quasi inexistance d’être vivant, le caractère naturellement aseptisé de l’Altiplano est substitué par une combinaison explosive de peu d’hygiène et de profusion de bactéries et parasites qui clouent Mariana au lit quelques jours avec fièvre et surtout coliques démoniaques, pour la première fois du voyage.

 

Les Yungas

Selva.

Terrain de foot et jungle.

image

image

image

Folhas de Coca a secar.

Feuilles de Coca qui sèchent.

Grãos de café.

Grains de café.

 

 

Pendant que Mariana se battait à coup de crampes intestinales inhumaines contre d’hypothétiques micro-parasites cueillis dans les yungas, nous avons profité de la fenêtre météo tant attendue pour faire une présentation de la Cordillera Real aux parents Blein. Nous avons prévu in extremis un trek de trois jours (le vol retour des parents Blein étant le quatrième jour) inspiré de quelques idées de l’ami Radek. Deux jours d’approche depuis le pied du Huayna Potosi jusqu’à la laguna Chiar Kota (camp de base du Condoriri et du Pequeño Alpamayo) en passant par de magnifiques cols d’altitude puis ascension du modeste mais splendide Pico Austria permettant de s’imprégner de l’ambiance unique d’un sommet dans la Cordillera Real. Entre les lamas et alpagas, la progression fût douce en surplombant toujours l’Altiplano et le Titicaca, et en étant surplombés par l’impressionnante face ouest du Huayna Potosi, la singulière Aguja Negra et d’autres pics sans nom peut être jamais gravis par l’homme. Notre dernier jour fût ce genre de journée absolument parfaite, avec une météo finalement digne de l’hiver bolivien (froid et sec permettant un visibilité extraordinaire), personne sur notre route, des parents Blein bien acclimatés et en parfaite forme et un petit festin au sommet! Ces trois jours clôtureront avec émotion ce « temps de famille » version française, à l’image de la version portugaise quelques mois auparavant.

Cordillera Real

image

Le Huayna Postosi.

image

image

image

Au pied de la face ouest du Huayna Potosi.

image

image

Atelier de purification de l’eau.

image

Au-dessus de la Laguna Tuni.

image

Laguna Chiar Kota, Pico Austria, Condoriri et Pequeno Alpamayo.

image

Shuuut… « Ne te retourne sssurtout pas »…

image

En montant au Pico Austria sur fond de Condoriri.

image

Arrête somital du Pico Austria et le Titicaca a l’horizon.

 

 

Condoriri.

La tête du Condoriri.

 

No cume do Pico Austria.

Au Pico Austria, le jesus se fait apprecier!

image

 

 

Portraits de lamas et alpagas

image

Les gardiens du Condoriri.

 

image

« Peut etre que si je saute loin, je ne me mouille pas les pattes… »

image

Le stoique.

Série: Retratos de Lamas e Alpacas

image

Le gardien du Sajama.

image

image

Le Rasta… ou Chubaca.

image

Le coquet.

image

Le divain.

image

Le mignon.

image

La star.

 

Isa y Radek

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/19/uma-outra-velocidade/feed/ 1
(Português) O Norte do Chile http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/07/norte-de-chile/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/07/norte-de-chile/#respond Wed, 07 Jun 2017 20:44:52 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=1251 Lire la suite­­]]> Désolé, cet article est seulement disponible en Portugais Européen. Pour le confort de l’utilisateur, le contenu est affiché ci-dessous dans une autre langue. Vous pouvez cliquer le lien pour changer de langue active.

À primeira vista, para alguém que visite Santiago ou a região dos lagos e vulcões, o Chile poderia ser o país de primeiro mundo que querem fazer crer a toda a gente que é o mais evoluído da América do Sul. Há poder de compra, há consumismo, há modernismo, há gente que vai de férias a Miami.
Desenganem-se as gentes. Uma pequena volta no norte chileno, assim em três ou quatro camiões, e toda uma utopia cai por terra. E não não, não estou a falar do deserto do atacama, onde os turistas dão voltas de jipe e tiram fotos com cactos gigantes.
Estou a falar de sítios como La Negra. Se existe um inferno, certamente se assemelha à La Negra. Chegámos às duas da manhã à COPEC de La Negra, um pequeno ponto no mapa às portas de Antofagasta, a cidade mineira do Chile por excelência. Chegámos num camião que conduzia (como todos os outros) em excesso de velocidade. Nos meus piores pesadelos de ficção científica é de noite e o mundo tornou-se num lugar cinzento, povoado por fábricas e camiões e pessoas-autómato. O ar é irrespirável, há um ruído de fundo metálico, surdo e monótono, de fábricas em funcionamento constante. E tudo, tudo está morto, as plantas estão cobertas de uma fina poeira cinzenta, os telhados e as paredes das casas estão cobertos de uma fina poeira cinzenta, os parques infantis estão cobertos de uma fina poeira cinzenta como se não tivessem sido utilizados há séculos; os únicos animais existentes são cães vadios e esfomeados que ladram ao longe e ao perto e a todas as distâncias, enchendo o ar de angústia. No fundo dos olhos das pessoas há uma fina poeira cinzenta enquanto apanham o autocarro dos trabalhadores das minas ou das fábricas. Os meus piores pesadelos de ficção científica passavam-se afinal em La Negra, no norte do Chile.
Não, não estou a falar do deserto do atacama, onde os turistas dão voltas de jipe e tiram fotos com cactos gigantes.
Estou a falar dos quase 2000 km de deserto e mar que se estendem mais ou menos do norte de La Serena até à  fronteira com o Peru. Quase 2000 km de deserto e mar tóxico e minas. Minas de cobre e prata. Minas enormes que são proprietárias dos quilómetros a perder de vista de deserto, minas onde entram e saem ininterruptamente linhas infinitas de camiões. Minas alimentadas por quilómetros de cabos e postes de alta tensão que sulcam e dilaceram o Chile desde as enormes barragens das hidroeléctricas que inundam vales desde o sul mais ao sul da Carretera Austral. Minas cujos resíduos deixados a céu a aberto nas praias percolam e desaparecem lenta, mas inevitavelmente, nas águas do Oceano Pacífico. As minas que governam o Chile, que alimentam o Chile, que são o motor duma economia crescente e capitalista ao extremo, que serão um dia a perdição do Chile. Porque um dia, o dinheiro fácil dos minerais vai acabar. E o Chile vai perceber que afinal ainda é um país do terceiro mundo.

20170409_091538

COPEC Copiapó. Uma tarde e uma manhã de espera. Uma noite no jardim da estação de serviço. Mal sabíamos nós a maravilha de sítio para dormir que não era!

20170409_105137

COPEC de la Serena. Apenas umas horas de espera, o tempo de uma sandes.

20170410_114950

As linhas rectas infindáveis do Norte. E as linhas eléctricas infindáveis do Norte.

20170410_172413

Descidas inclinadíssimas, para lá das leis da gravidade, se acreditarmos no sinal.

O deserto precipita-se na costa em dunas gigantescas.

O deserto precipita-se sobre a costa em dunas gigantescas.

Pior noite de toda a viagem - acampamento em La Negra.

Pior noite de toda a viagem – acampamento em La Negra.

Amanhecer em La Negra.

Amanhecer em La Negra – sítio de acampamento à direita.

E finalmente chegámos a Iquique, o primeiro sítio agradável depois de sairmos de La Serena.

E finalmente chegámos a Iquique, que nos pareceu o sítio mais lindo do mundo depois de  quatro dias a atravessar o deserto do norte chileno.

Praça de Iquique.

Praça de Iquique.

Mangas fantásticas do mercado de Iquique.

Mangas fantásticas do mercado de Iquique.

 

Paula y familia (a nossa salvação em Copiapó) – Miguel – Felipe – Maurício – Pablo

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/07/norte-de-chile/feed/ 0
(Português) Cidades sul-americanas http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/05/cidades/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/05/cidades/#respond Mon, 05 Jun 2017 01:58:16 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=978 Lire la suite­­]]> Désolé, cet article est seulement disponible en Portugais Européen. Pour le confort de l’utilisateur, le contenu est affiché ci-dessous dans une autre langue. Vous pouvez cliquer le lien pour changer de langue active.

Passámos em finais de Março pelas grandes cidades, para ver se a civilização ainda existia.

Santiago do Chile foi o ponto de partida, onde fomos acolhidos como se fossemos família em casa dos pais do Chalo. De Santiago não gostámos, talvez pelo choque de chegar do pequeno paraíso que é San Fábian de Alico, talvez porque os sismos já destruíram quase tudo o que havia de bonito para ver ou talvez ainda porque o smog é tão intenso que não nos deixa ver o que de mais bonito teria esta cidade: a cordilheira como pano de fundo. Assim, ficam só os arranha-céus e as ruas estreitas, poluídas e cheias de gente do centro antigo (mais uma catedral ou outra) e as avenidas novas de belos relvados, colégios para os filhos da classe alta e centros comerciais gigantes.

image

image

image

image

image

20170406_115324

Daí fomos a Valparaíso, parece que não há que perder cidades património da humanidade, e já agora queríamos saber do que se falava. Pareceu-nos efectivamente uma cidade diferente, no fundo, uma cidade em que toda a gente se expressa livremente. Há quem faça coisas bonitas e há quem desfaça coisa bonitas. O Pablo Neruda, por exemplo, fez uma bela casa, donde se vê o oceano em grande esplendor.

Guarde-se na memória sobre Valparaíso o que se quiser: que é uma cidade com uma dinâmica artística fantástica, de tesouros escondidos ao virar de cada esquina, que desce das suas colinas até ao imenso Pacífico; ou uma cidade portuária caótica, suja e decadente. Talvez um pouco das duas, talvez seja esse o seu encanto, a sua capacidade de manter em coexistência dois mundos opostos.

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

 

Alguns dias depois, atravessámos o continente para ir ver o Atlântico. Ou o Bruno e a Renata, dependendo do ponto de vista.

Depois de Santiago, Montevideo pareceu-nos uma lufada de ar fresco: grandes parques, belos edifícios dos tempos coloniais (bem ao estilo europeu antigo) e o ar do mar a soprar de todas as direcções. Punta de leste, o paraíso artificial dos milionários deste mundo, Colónia de Sacramento, um pequenino lugar bem arranjado e escondido do tempo. Tempo de família, uma vez mais, visitámos os que andam por aqui perdidos neste lado do Atlântico.

image

image

image

image

image

DSCF7906

Atravessando o Mar de Plata chegámos depois a Buenos Aires e a Cardales, dependendo do dia. Em Cardales descobrimos maravilhados o incrível mundo dos super-ricos do pólo internacional: bem-vindos a um dos vários campos do Ellerstina. Mais uma vez entre cavalos, aprendemos agora tudo sobre que é necessário para criar um cavalo campeão mundial de pólo.

Photo 29-03-17, 22 28 40 (1)

Photo 29-03-17, 22 41 03

20170330_104351

Photo 31-03-17, 00 43 06

Buenos Aires foi tudo o que esperaríamos de uma decente capital europeia: cosmopolita, cheia de parques e edifícios bonitos, com zonas pitorescas e vibrante de actividade noite e dia. A mãe e a avó da Renata garantiram o sucesso da nossa estadia.

Photo 01-04-17, 18 07 26

Photo 01-04-17, 19 47 27

Photo 01-04-17, 20 14 59

Photo 01-04-17, 20 36 07

Photo 01-04-17, 19 55 47

Photo 01-04-17, 19 43 49

Photo 01-04-17, 19 58 32

Photo 03-04-17, 19 14 15

Photo 04-04-17, 15 39 45

Leticia y familia – Bruno, Susana y Emi – Renata, Sergio, Míssil y Pepa – Estella y su Maman

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/06/05/cidades/feed/ 0
(Português) Cabalgata – Do Vale à Montanha http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/05/04/cabalgata/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/05/04/cabalgata/#comments Thu, 04 May 2017 20:35:11 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=921 Lire la suite­­]]> Désolé, cet article est seulement disponible en Portugais Européen. Pour le confort de l’utilisateur, le contenu est affiché ci-dessous dans une autre langue. Vous pouvez cliquer le lien pour changer de langue active.

Foi lá para os lados da cordilheira, para lá de San Fabián de Alico, lá onde só vivem os huasos e as poucas mulheres que os acompanham, com coragem de enfrentar essa vida tão solitária…

 

Os cavaleiros

Kora

Kora

Chalo

Chalo

Camille

Camille

Nils

Nils

Mariana

Mariana

Sébastien

Sébastien

 

O huaso-chefe

Miguel

Miguel

 

E assim foi, durante 5 dias solarengos…

Cavalos todo-o-terreno.

Cavalos todo-o-terreno.

Travessias de rios...

Travessias de rios…

Churrascos nocturnos.

Churrascos nocturnos.

Selar os cavalos todas as manhãs, porque as noites eram para eles irem onde quisessem.

Selar os cavalos todas as manhãs, porque as noites eram para eles irem onde quisessem.

Formações rochosas geométricas.

Formações rochosas geométricas.

Montanhas a perder de vista...

Montanhas a perder de vista…

Cascatas improváveis.

Cascatas improváveis.

Cavalos selvagens (?) ao longe.

Cavalos selvagens (?) ao longe.

Cumes e mais cumes.

Cumes e mais cumes.

E conglomerados originais.

E conglomerados originais.

E montanhas até ao infinito.

E montanhas até ao infinito.

Mais uma manhã de sol.

Mais uma manhã de sol.

Lagos de águas transparentes e azuis.

Lagos de águas transparentes e azuis.

Uma das duas mulas que viajavam connosco.

Uma das duas mulas que viajaram connosco.

Um rebanho de cabras felizes.

Um rebanho de cabras felizes.

Vales imensos.

Vales imensos.

Lá ao fundo, os huasos afinal são gauchos!

Lá do fundo, a cavalo!

A caminho de mais uma lagoa.

A caminho de mais uma lagoa.

Desta vez foram trutas!

Desta vez foram trutas!

Pela manhã, abandonámos mais um puesto solitário…

E à sua lagoa.

…e a sua lagoa.

E já não é de agora, isto dos huasos (ou gauchos) e os seus cavalos...

E já não é de agora, isto dos huasos (ou gauchos) e os seus cavalos…

Encontros raros.

Encontros raros.

A outra mula.

A outra mula.

Cavaleiro-pescador.

Cavaleiro-pescador.

Mais uma lagoa ao fundo…

Mais um rio.

E aos poucos voltámos para casa.

 

Obrigada Copihue!

Obrigada Copihue!

Obrigada Patilla!

Obrigado Patilla!

 

Do vale à montanha – Fernando Pessoa

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte, cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por Quinta e por fonte,
Caminhais aliados.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

 

Kora y Chalo – Miguel – Camille y Nils

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/05/04/cabalgata/feed/ 1
(Português) El valle del Aluminé http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/04/09/el-valle-del-alumine/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/04/09/el-valle-del-alumine/#comments Sun, 09 Apr 2017 19:23:19 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=874 Lire la suite­­]]> Désolé, cet article est seulement disponible en Portugais Européen. Pour le confort de l’utilisateur, le contenu est affiché ci-dessous dans une autre langue. Vous pouvez cliquer le lien pour changer de langue active.

Passados alguns dias em El Bolsón entre voos, piscina e assados, estava na altura de seguir viagem. Além do mais, uma nova data se impunha: até dia 12 tínhamos de estar em San Fabián de Alico, novamente do outro lado da fronteira, umas centenas de quilómetros mais a norte. Contas feitas, teríamos direito a uns seis dias de pedalada. Assim sendo, havia que escolher qual o pedacinho mais bonito de caminho a pedalar, já que o resto teria de ser em autocarro, para não perder tempo. Conversas à esquerda e à direita, decidimos não fazer a travessia clássica em Villa Angostura, para não passar em Pucón ou Villarica, que de turistas por todo o lado já vínhamos nós cheios depois da Carretera Austral e de El Bolsón em fim de férias escolares. Escolhemos então seguir os conselhos de Martín, que nos falou do vale do Río Aluminé que começa lá longe no Lago Icalma, perto do Paso fronteiriço do mesmo nome. Fomos assim em busca de lagos, vulcões e araucárias só para nós, lá onde os turistas não são tantos. De El Bolsón chegámos em autocarro a Junín de los Andes, bonito pueblo meio perdido no nada da pampa Argentina, e a partir daí começámos o nosso périplo ensolarado que terminaria uns dias mais tarde sob uma chuva torrencial gelada que nos fez desaguar em Caracautín.

O vulcão Lanín lá ao fundo.

O vulcão Lanín lá ao fundo.

Seguindo o Río Aluminé.

Seguindo o Río Aluminé pela pampa Argentina…

Rochedos imponentes.

Rochedos imponentes.

Acampamentos bem agradáveis nas margens do Aluminé.

Acampamentos bem agradáveis nas margens do Aluminé.

Papagaios...

Papagaios…

... e as primeiras araucárias.

… e as primeiras araucárias.

Ainda nas margens do Aluminé, decidimos ficar uma tarde tranquilos para passar a noite neste sítio lindo.

Ainda nas margens do Aluminé, decidimos ficar uma tarde tranquilos para passar a noite neste sítio lindo.

O Seb a filtrar água do Aluminé com o nosso super MSR Guardian Purifier.

O Seb a filtrar água do Aluminé com o nosso super MSR Guardian Purifier.

Araucárias ao amanhecer...

Araucárias ao amanhecer…

...e araucárias a qualquer hora do dia.

…e araucárias a qualquer hora do dia.

Lago Aluminé.

Lago Aluminé.

A Argentina vai ficando para trás...

A Argentina vai ficando para trás…

Lago Icalma, mais uma vez do lado Chileno após cozinharmos uma cebola, uma courgete e queijo para podermos entrar no Chile.

Lago Icalma, mais uma vez do lado Chileno após cozinharmos uma cebola, uma courgete e queijo para podermos entrar no Chile.

A caminho do parque Conguillo.

A caminho do parque Conguillo.

O vulcão Conguillo ao fundo e escadas antigas de lava.

O vulcão Conguillo ao fundo e escoadas antigas de lava ao perto.

O vulcão.

O vulcão.

No parque Conguillo.

No parque Conguillo.

E a saída miserável no último dia.

E a saída miserável no último dia.

 

Steph y Manu – Martín – Chris – famille de Victoria

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/04/09/el-valle-del-alumine/feed/ 4
A Carretera Austral – um caminho de montanhas, glaciares, fjords e vegetação tropicalesca http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/02/25/a-carretera-austral/ http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/02/25/a-carretera-austral/#comments Sat, 25 Feb 2017 19:29:03 +0000 http://www.cycle2serendipity.com/?p=660 Lire la suite­­]]> Pour nous la Carretera Austral a commencé par sa fin, à Caleta Tortel, où la route se termine brutalement sur un village de passerelles en bois et de maisons sur pilotis.

Nous sommes partis de Puerto Natales à cinq heures du matin, a bord d’un ferry qui met environ 48h pour traverser une des zones les plus humides de la planète, la région des fjords du Sud-Ouest Chilien. 48h de navigation avec la terre en vue en continue: des fjords et encore des fjords et des montagnes couvertes de végétations, de la mousse et de la turbe jusqu’au dernier recoin. Et de l’eau, de l’eau salée des canaux, de l’eau douce qui tombe incessamment du ciel toute l’année et qui s’écoule des montagnes alentours en cascades violentes, qui à leur tour se précipitent dans la mer. Il y a aussi de l’eau solide, sur les calottes glaciaires que l’on peut apercevoir entre les nuages quand le soleil force une brève entrée.

O Ferry, os fjords e o céu cinzento.O Ferry, os fjords e o céu cinzento.

Montanhas de turbal e água e água...Montanhas de turbal e água e água…

Glaciares tímidos.

Glaciares tímidos.

Um pedaço de céu azul e rochas brancas.

Um pedaço de céu azul e rochas brancas.

O ferry e o arco-íris.

O ferry e o arco-íris.

Escala em Puerto Eden.

Escala em Puerto Eden.

Em Puerto Eden chove. Sobretudo, chove. Tudo tem ar de estar molhado desde sempre.

Em Puerto Eden chove. Sobretudo, chove. Tudo tem ar de estar molhado desde sempre.

Puerto Eden visto de cima. Água por todo o lado...

Puerto Eden visto de cima. Água por todo o lado…

Más escolhas de caminho...

Más escolhas de caminho…

 

Caleta Tortel présente un charme très particulier de village de bout du monde et également de village sur pilotis. Ce dernier charme est également le cauchemar des cyclistes (et spécialement des tandemistes) sufisemment naïfs pour s’y aventurer avec leur monture. Après deux fantastiques journées de soleil et de chaleur, il nous a fallu une matinée entière pour parvenir à s’extraire d’autant de charme.

As casas-palafita de Tortel.

As casas-palafita e os passadiços de Tortel.

Um terreno recém definido como apto para construção de casa.

Um terreno recém definido como apto para construção de casa.

Todo o espaço de terra é precioso... Mesmo as rochas!

Todo o espaço de terra é precioso… Mesmo as rochas!

Em fim de vida, por aqui é difícil dar destino às coisas.

Em fim de vida, por aqui é difícil dar destino às coisas.

O veículo dos bombeiros locais.

O veículo dos bombeiros locais.

As traseiras de Tortel.

As traseiras de Tortel.

Acima de Tortel, vêem-se os fjords ao longe...

Acima de Tortel, vêem-se os fjords ao longe…

E água, muita água.

E água, muita água.

E a saída dos passadiços...

E a saída dos passadiços…

...foi longa, muito longa.

…foi longa, muito longa.

 

Caleta Tortel – Cochrane

Ce premier tronçon fu inauguré par une tempête de type tropical et par le bonheur de sentir enfin un peu de chaleur. Oui, pour la première fois depuis le début de notre voyage, nous avons pu utiliser nos manches courtes Natural Peak et nos calleçons cyclistes à l’air libre! Et non, ce n’est plus de la pampa que nous voyons tous les jours: notre chemin est maintenant parsemé d’une végétation si dense qu’on se croirait dans la jungle amazonienne et de glaciers qui surplombent de temps en temps la cime des arbres, comme des champignons blancs géants.

 

O mais marcante deste tramo foi talvez o encontro com a Luzmilla, velhota extremamente simpática que vive numa dessas casitas perdidas na beira da Carretera a que o governo chileno já fez chegar a energia solar. Passámos o seu portão atraídos pelo apelo do cartaz que dizia « Hay verduras » (carência profunda desde os nossos tempos em Tierra del Fuego) e saímos 4h mais tarde, já com o chá tomado, pãezinhos caseiros com compota caseira comidos, e os braços cheios de quantas groselhas e framboesas pudemos colher e carregar.

O início da Carretera!

O início da Carretera!

Primeira noite na Carretera.

Primeira noite na Carretera.

Super spot de acampamento da segunda noite na Carretera.

Super spot de acampamento da segunda noite na Carretera.

Jantar!

Jantar!

A fantástica compota da Luzmilla.

A fantástica compota da Luzmilla (e os pães, e as framboesas…).

 

Cochrane – Puerto Río Tranquilo

Em Cochrane, vila banal destas paragens, lutámos com a internet deste fim de mundo para tentar actualizar o nosso blog e saímos tão furiosos da luta que partimos a corrente do pobre Quetzal. Reparação, dormida em casa abandonada que apareceu mesmo a calhar, e chegámos no dia seguinte a Puerto Bertrand, um bonito pueblo de beira-lago, para abastecimento de víveres (aqui na Carretera podemos finalmente carregar comida para apenas um ou dois dias e recuperar o peso perdido em Tierra del Fuego) e seguimos depois em direcção ao Lago General Carrera (ou Buenos Aires, dependendo do ponto de vista), de lindas águas azul-turquesa-caraíbesco. Lá encontrámos uma praia privadas só para nós, no meio de todas as outras já ocupadas e aí dormimos. No dia seguinte chegámos a Puerto Río Tranquilo onde acabámos por ficar um dia mais esperando melhor tempo e encontrar, por puro acaso, a famosa dupla tandemista francesa de renome que já havíamos cruzado meses antes em Puerto Natales, Emma e Apaulline. Com elas visitámos as turísticas mas interessantes Capillas de Mármol no dia seguinte e fugimos depois ao bando de mochileiros que pedem boleia à saída desta vila.

Paisagens lindas.

Paisagens lindas.

Confluências de rios de águas distintas.

Confluências de rios de águas distintas.

Lago General Carrera.

Lago General Carrera e os glaciares.

Finalmente em t-shirt!!!

Lago General Carrera e a felicidade da t-shirt!

E as Capillas de Mármol…

P1060398

P1060424

P1060427

P1060439

P1060441

...que visitámos com a dupla tandemista feminina mais famosa da América do Sul!

…que visitámos com a dupla tandemista feminina mais famosa da América do Sul!

 

Puerto Río Tranquilo – Coyhaique

De Puerto Río Tranquilo até depois da (infernal) subida de Cerro Castillo fomos confrontados a um dos provavelmente piores rípios da nossa curta história de ciclistas na América do Sul, mas também a algumas das mais belas paisagens.

No final deste tramo, entrevemos temporariamente uma espécie de pampa e forte vento face que nos fizeram fugir numa pick-up à dolorosa sensação de déjà-vu.

P1060466

O bosque encantado…

P1060525

P1060534

P1060538

…e o glaciar ao fundo.

P1060528

P1060503

 

Coyhaique e em como tivemos de correr como tolinhos até Puerto Raúl Marín Balmaceda

Chegados a Coyhaique, descobrimos que passar entre Chiloé e a Carretera Austral era o sonho de toda a gente para este Verão sul-americano de 2016-2017. Damos por nós a ter então como única opção para sair em direcção a Chiloé, uma passagem no ferry 4 dias mais tarde, a partir de um pequeno pueblo de seu nome Puerto Raúl Marín Balmaceda, uns 300 kms mais a norte. Assim sendo, como ainda não pedalamos assim tão rápido e havía ainda por cima alguns sítios imperdíveis a visitar no caminho, saímos de Coyhaique apenas umas horas mais tarde e passámos os 3 dias seguintes numa espécie de missão de boleia miserável em estradas desertas, pedaladas furiosas e encontros improváveis. O nosso Quetzal sofreu a sua primeira ferida profunda de guerra numa batalha contra uma pick-up selvagem que atravessava um verdadeiro campo de combate. Uma rasgadela profunda no quadro de alumínio que. nos causa o primeiro grande desgosto da viagem. Felizmente não arriscou a sua vida em vão, conseguimos aproveitar uma tarde livre na praia oceânica de Raúl Marín, uma das mais bonitas destas paragens e do Mundo em geral, onde tomámos o banho de mar mais austral das nossas vidas com vista aos golfinhos e glaciares ao longe.

image

Praia de Raúl Marín.

As traseiras da praia de Raúl Marín Balmaceda.

As traseiras da praia de Raúl Marín Balmaceda.

Cais de Raúl Marín.

Cais de Raúl Marín.

Cerro Melimoyu.

Cerro Melimoyu.

 

Chiloé: Quellón – Quinchao – Quellón 

Se tivéssemos de descrever o que foi para nós Chiloé em poucas palavras, diríamos talvez: boa comida, pescadores, igrejas de madeira, estradas insuportáveis e ilhas bucólicas.

Chegados dia 7 de Fevereiro a Quellón e obrigados a repartir dia 12 de Fevereiro do mesmo porto, fizémos o que pudemos para comer todas as iguarias típicas famosas de Chiloé. Fomos à costa oeste, atravessando a ilha grande ao meio até Cuchao, fomos a Chonchi, a Castro e a Dalcahue, e ainda demos um saltinho à ilha de Quinchao, história de ir até à pontinha do outro lado onde vivia a Maya do meu livro da Isabel Allendr e de confirmar que as subidas e descidas de Chiloé não devem nada às Carretera Austral. Tudo isto sempre acompanhados pela Apo que tinha perdido a piloto do seu tandem.

Na praia de Cucao, do lado oeste de Chiloé.

Na praia de Cucao, do lado oeste de Chiloé.

Igreja de madeira típica de Chiloé.

Igreja de madeira típica de Chiloé.

Interior de igreja.

Interior de igreja.

P1060729

Mexilhões, mexilhões, mexilhões… em Chiloé (também) se comem mexilhões.

Mar e pasto.

Mar e pasto.

A igreja dos que andam no mar.

A igreja dos que andam no mar.

Barcos de pesca.

Barcos de pesca.

Igreja à beira-mar...

Igreja à beira-mar…

Ilhas e mais ilhas...

Ilhas e mais ilhas… e a cordilheira como pano de fundo.

Igrejas reconstruídas.

Igrejas reconstruídas.

Nasce a lua em Chiloé.

Nasce a lua em Chiloé.

Baía de Quellón.

Baía de Quellón ao Sol.

Novamente a camihô da Carretera.

Novamente a caminho da Carretera.

 

Chaitén – Río Puelo

Depois do inferno de turistas e carros da grande estrada asfaltada que liga o norte ao sul de Chiloé, o regresso à Carretera Austral soube-nos pela vida. Mais floresta tropical e glaciares, desta vez com vulcões à mistura.

Subindo ao volcão Chaitén

Subindo ao volcão Chaitén.

Exterior da cratera do vulcão Chaitén.

Exterior da cratera do vulcão Chaitén.

Glaciar de fim de tarde.

Glaciar de fim de tarde.

Mais um ferry, mais uma voltinha...

Mais um ferry, mais uma voltinha…

 

Passamos por Hornopirén e somos depois atacados por uma tempestade diluviana que nos obriga a temporizar o nosso avanço de durante quatro dias que passamos numa ilha privada dum milionário a comer que nem reis, o tempo necesário para confirmar que afinal o mundo não estava prestes a acabar e a estrada ainda existia ao nosso regresso.

P1060964Vidas improváveis.

Frutos de Quetri em Quetriuapi.

Frutos de Quetri em Quetriuapi.

 

Até Contao seguimos pela costa, atravessando aldeias de pescadores e praias bonitas, pedalando sobre uma das mais agradáveis estradas que encontrámos até agora, de tão plana que poderíamos quase crer que tudo não passava de um passeio de Domingo na praia da Barra.

Tal passeio não passou de uma ilusão, e voltámos à vida real até chegar a Río Puelo, algumas mil subidas e descidas mais tarde sobre um ripio que teve certamente em tempos coberto de minas e sob uma chuva torrencial inclemente que não nos deixou outra escolha que passar a noite na hospedaje da Elsita, onde tomámos um duche quente e secámos tudo, desde o guiador à ponta dos atacadores. 

Passeio de Domingo.

Passeio de Domingo.

 

Río Puelo – El Bolsón

Quando se olha para um mapa, rapidamente se percebe à primeira vista que quem quer ir da Carretera Austral até El Bolsón tem duas opções clássicas: passar para o lado argentino bem mais a sul, por Chile Chico ou Futaleufu, ou passar bem mais a norte, algures na zona de Villa Angostura. Quem olha mais obstinadamente para um mapa, repara em como seria mais conveniente poder atravessar directamente até El Bolsón através da cordilheira. Quando se faz um grande zoom num mapa, vê-se que sim, que há uns caminhos e até um passo fronteirço convenientemente autorizado. Sobre como são os caminhos desde a última « grande » aldeia do lado chileno, Río Puelo, e El Bolsón, ou Puelo, do lado Argentino, ninguém parece ter uma ideia muito concreta. Nem sequer em Chaitén, nem em Hornopirén é claro que também não em Río Puelo. Entre histórias, encontros fortuitos e conclusões obtidas a partir de análises estatísticas de comentários aleatórios, temos a ideia de que haverá ripio habilitado para viaturas até certo ponto, e depois só a pé, a cavalo ou, quiçá, em bicicleta. Partimos de Río Puelo ainda sob um céu cinzento e chuvosoque se foi abrindo pouco a pouco até o dia se transformar num pleno dia de Verão, quente e cheio de Sol. Ao fim de uns 14 km, chegamos ao primeiro ferry que, como é evidente, está atrasado. Lá nos deixam entrar sem pagar pela bicicleta, e saímos do outro lado do lago azul-turquesa mais os seis ou sete carros que cabiam na barcaça. Rapidamente percebemos que para estes lados já vem muito menos gente que antes. A paisagem muda progressivamente de verde tropical a verde alpino, os rios e lagos voltam a ser turquesa, e as subidas e descidas ganham inclincação. Ainda ao fim deste dia chegamos a Llanada Grande, que é na realidade bastante pequena, e percebemos que neste último verdadeiro ponto do mapa nem os carabineiros nos sabem dar informações precisas sobre como passar para a Argentina.

No dia seguinte continuamos a seguir o ripio que vai em direcção à Argentina, e passamos em Primero Corral e depois em Segundo Corral. Feios os nomes, bonitas as terras, a paisagem continuou a mudar e damos por nós num imenso vale aberto ao meio da cordilheira, com rios lindíssimos e montanhas fantásticas. A partir do Primero Corral já não há estrada para veículos motorizados, mas o Quetzal lá se safa, transformado em Quetzal TT (todo-o-terreno), até chegarmos ao primeiro riacho. lindo riacho sem ponte apta para bicicletas, lá transportamos sacola a sacola e por fim a a bicicleta, em braços até ao outro lado. A água estava fria e transparente, o Sol estava quente e forte. Passámos ao lado de uma fiesta costumbrista em preparação, mas já quase sem dinheiro chileno preferimos guardar o que resta para um hipotético barco. Passamos em terriório Mapuche e encontramos o primeiro barqueiro que faz a curta travessia até ao lado onde fica o posto fronteiriço dos carabineiros chilenos. Umas quantas horas mais tarde conseguimos finalmente os vistos de saída e compreendemos finalmente que para chegar ao lado argentino temos duas opções: fazer um caminho de cerca de 30 km a pé, não habilitado para veículos nem cavalos e, sobretudo, bicicletas tandem de 80 Kg; ou pagar ao único tipo quem tem autorização dos governos chileno e argentino para transitar do lago Inferior,  chileno, ao lago Puelo, argentino. Após vários encontros lá nos convencemos que quatro dias a empurrarem levantar a bicicleta mais todas as sacolas é capaz de não ser assim tão divertido, e negociamos com o tal do Gaillardo que nos leve com ele amanhã, mais barato que normal, porque já não temos planta suficiente. Por hoje, dormimos no embarcadoiro, à beira-lago, e esperamos que por aqui passe às 7h15 da manhã para nos levar até à Argentina.

P1070086

A caminho do Paso Puelo.

Río Puelo.

Río Puelo.

E lá tivemos de transportar a bicicleta ao ombro até ao outro lado do rio...

E lá tivemos de transportar a bicicleta ao ombro até ao outro lado do rio…

Território Mapuche.

Território Mapuche.

Travessia do Río Puelo.

Travessia do Río Puelo.

P1070120

Acampados entre fronteiras… que belo banho de lago.

E lá convencemos o Gaillardo a levar-nos para o outro lado por tuta e meia.

E lá convencemos o Gaillardo a levar-nos para o outro lado por tuta e meia.

 

Luzmilla – Franco y Jorge – Viktor – Claudio – Gaillardo

]]>
http://www.cycle2serendipity.com/fr/2017/02/25/a-carretera-austral/feed/ 2