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Serendipity: (n.) a talent for making fortunate discoveries while searching for other things.

Serendipidade, portanto. A capacidade de nos apercebermos das coisas que encontramos enquanto procuramos uma coisa completamente diferente. O cicloturismo (viagem em bicicleta) é  certamente um dos meios mais adaptados à interpretação desta definição quando falamos de viajar. Viajar sem tempo definido, a uma velocidade mensurável à escala humana, um privilégio raro que pretendemos aproveitar ao máximo para seguir os caminhos que nos forem aparecendo, com o tempo certo para conhecer quem e o que formos cruzando. Mais concretamente, escolhemos a América do Sul por ser um continentemagnífico com uma invejável costa bordejada de uma cadeia montanhosa digna do seu nome. Uma surfista e um parapentista, podem ver que faz sentido a escolha. Além do mais, falamos ambos espanhol, somos pequenitos e meio morenos, com alguma sorte conseguimos misturar-nos com as gentes da terra, e aprender um pouco com elas, partilhando o seu dia-a-dia.

Começaremos então em Ushuaia, no Sul mais ao Sul do Sul da América do Sul, a chamada Tierra del Fuego. Esta ponta do continente americano prologa-se depois para leste, numa das suas mais virgens jóias naturais onde raramente se passeiam humanos, a península Mitre. A ponta do fim do Mundo. E como ir ao Sul mais ao Sul do Sul sem tocar a sua ponta, ademais magnífica, nos parecia uma ideia frustrante, depois de um tempo de adaptação em Ushuaia, tentaremos percorrer a pé em autonomia o espaço que nos separar desde o último local habitado a esta famosa ponta. A pé, porque onde quase nunca passam homens também não passam bicicletas. E depois depois haverá Puerto Natales, e os grandes parques patagónicos com a família, e ferries nos fiordes chilenos, e uma aldeia chamada Caleta Tortel e a Carretera Austral. E depois, depois logo se vê. A serendipidade acabará por decidir.

 

Nota: objectivo provisório, Chicama, Peru, a mais longa onda esquerda do Mundo.

Passagens possíveis potencialmente magníficas

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